Metodologia BIM aplicada a obras industrializadas

Metodologia BIM: explicando o 3D, 4D, 5D e 6D

A aplicação da Metodologia BIM nas obras industriais acontece em diversos ciclos dentro do projeto. Cada um deles revela cenários muito precisos do panorama e de aspectos mais particulares que precisam ser analisados.
Tudo isso vem de camadas de informações que são cruzadas em cada parte do projeto, subsidiando a tomada de decisão.

Neste artigo, vamos explicar quatro dessas etapas, da 3D à 6D, e mostrar como elas se interrelacionam. Tenha uma boa leitura.

Modelo Paramétrico – 3D

Como a BIM é uma integradora de informações em um projeto, é nesta etapa que elas podem ser mais bem analisadas. Com a geração de um protótipo, com apresentação 2D ou 3D, é possível visualizar os elementos do projeto em uma preconcepção.

Na modelagem paramétrica, engenheiros e arquitetos identificam interferências entre os elementos e podem trabalhar para eliminar conflitos e aperfeiçoar o projeto. Mas não é só isso. Nesta etapa, já é possível também visualizar o impacto do projeto em outras área, como gestão, operações, orçamento.

Com o modelo paramétrico, tem-se uma visão panorâmica de todos os elementos do projeto e a correlação entre eles. Isso dá subsídios para que os profissionais tomem as decisões corretas para ter uma obra sustentável, sem estouros de orçamento e executada no melhor prazo.

Planejamento e Execução – 4D

Para engenheiros, é essencial a previsibilidade da execução de uma obra. O grande desafio é ter todas as informações cruzadas e os parâmetros analisados para seguir com o planejamento e a execução.

É justamente este o benefício dado pela modelagem de construção nesta etapa. Gestores podem fazer simulações a partir das informações do projeto e prever o impacto em canteiro de obra, na utilização de materiais, no orçamento, nos prazos e em qualquer outro aspecto do projeto.

Com todos os arranjos possíveis simulados com a metodologia BIM, é possível racionalizar o projeto e acompanhá-lo em tempo real. Assim, as tomadas de decisão são mais consistentes, diminuindo a chance de erros.

Orçamento – 5D

Nesta etapa, as informações financeiras são postas no modelo. A partir das informações de concepção e execução de projeto e obra, os gestores têm mais controle do orçamento geral.

Como projetos de engenharia industrial são executados dentro de prazos extensos, é necessário sempre prever custos e montar cenários financeiros reais. Isso tudo é feito usando os dados parametrizados da modelagem, dando uma ideia muito precisa do orçamento necessário para a execução da obra.

Dessa forma, a metodologia BIM auxilia gestores de obras industriais a terem sempre o controle financeiro do projeto, fazendo previsões orçamentárias precisas a partir do modelo preestabelecido.

Sustentabilidade – 6D

Aqui, podemos analisar os benefícios da metodologia BIM sob dois aspectos: sustentabilidade ambiental e da obra. Acredite, eles estão intimamente relacionados. Com as legislações ambientais avançando, as obras industriais necessitam de adequações nas suas práticas para atender a leis e preservar os recursos do planeta.

O impacto é visto na produção e no consumo de energia bem como no uso racional de materiais na obra. Com a BIM, é possível encontrar a eficiência energética (na obra e no pós-obra) e evitar desperdício de materiais no canteiro. Aí, temos o respeito às normas ambientais casado com a melhor forma de usar os recursos na construção.

Estes são apenas resumos das etapas de aplicação da metodologia BIM a obras industriais. Os benefícios são múltiplos, e o método avança em aceitação por conta da sua contribuição à engenharia.

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